História

A freguesia de Nossa Senhora do Castelo foi criada em 27 de Maio de 1388. É a maior do concelho em território, com 178,77 quilómetros quadrados, e a segunda em população, com 15 207 habitantes (censos 2001). Abrange o território rural desde o Cabo Espichel ao Arneiro, a Norte, e até à Quinta do Conde, a nascente. Mais a Sul, os seus limites vão até ao Fojo, na Serra da Arrábida.

A freguesia de Nossa Senhora da Consolação do Castelo abrange o território rural, numa área bastante ampla que se estende, grosso modo, do Cabo Espichel ao Arneiro, a norte; daqui à Quinta do Conde a nascente; daí à Azenha da Ordem; e enfim, mais a sul, ao Fojo, já nos contrafortes da Serra da Arrábida.

1388

A freguesia de Nossa Senhora do Castelo foi criada em 27 de Maio de 1388. É a maior do concelho em território, com 178,77 quilómetros quadrados, e a segunda em população, com 15 207 habitantes (censos 2001).

1160

A Igreja de Santa Maria do Castelo foi fundada no ano de 1160 tendo sofrido, desde então, várias reformas que lhe adulteraram a traça original. Uma dessas remodelações deve ter ocorrido, possivelmente no ano de 1721, como é atestado por inscrição existente no portal.

O templo é de uma só nave, coberta por um tecto simples tendo ao centro uma tela do século XVII que representa a Coroação da Virgem. As paredes são todas revestidas a azulejos de cor azul e branca do século XVIII, de boa qualidade, que figuram momentos da vida de Nossa Senhora.

O púlpito é um bom trabalho em pedra de lioz. Os retábulos dos sete altares em talha dourada merecem também referência e datam dos princípios de setecentos. Na sacristia encontra-se a mais valiosa peça que a Igreja guarda, uma escultura de alabastros representando Nossa Senhora Mãe dos Homens, provavelmente do século XIII, e que é um notável exemplo de concepção plástica.

1200

O castelo de Sesimbra que Afonso Henriques conquistou foi arrasado em 1190 tendo sido reerguido em 1200, por ordem do rei D. Sancho I, e teve um novo restauro em época recente. Este restauro pretendeu recuperar a traça original da construção com a sua muralha defensiva e respectivos parapeitos e guarnição das ameias.

O edifício recuperou o aspecto medieval com a maciça ala do alcácer, dominada pela grande torre de menagem de abóbada artesoada na cobertura do piso superior, a norte do recinto amuralhado. Junto da cisterna podem ainda ver-se as ruínas da Casa dos Vereadores, que no início do século XVI ainda funcionava.

1707

Dentre o património da freguesia do castelo é importante referir o Santuário de Nossa Senhora do Cabo, localizado no Cabo Espichel, um dos mais interessantes pontos de toda a geografia e imaginária nacional. O templo é também conhecido pelo nome de Santuário da Pedra da Mua e está actualmente quase abandonado.

A igreja, para onde foi transferida em 1707 a imagem de Nossa Senhora do Cabo, tem portal com frontão em meia concha, ladeado por fogaréus.

O interior tem um guarda-vento em madeira brasileira, é de uma só nave, coberta por tecto em abóbada onde se desenvolve uma bela composição a fresco, de perspectiva, figurando no centro a Assunção da Virgem, obra notável de Lourenço da Cunha, executada em 1740. As paredes estão totalmente revestidas por mármore branco e negro da Arrábida.

Na capela-mor encontra-se a maquineta-relicário em prata dourada, oferecida pela peregrinação de Lisboa, de 1680, onde se guarda a muito antiga e pequena imagem da Senhora do Cabo.

1738

Na freguesia do Castelo localiza-se o Solar da Quintinha, amplo solar barroco, situado no lugar da Cotovia e que é constituído por várias alas modernizadas tendo a principal um terraço apoiado em arcaria corrida. O Solar tem uma capela privativa de fachada muito singela datada de 1738 e possui um altar de talha clássica, em cujo trono figura uma imagem de Nossa Senhora das Dores. O tecto é estucado e ornado com figuras de dois Evangelistas, S. Paulo e S. Pedro e o Agnus Dei. Nas paredes existem quatro telas do final de setecentos em estilo de Pedro Alexandrino.

1770

Fora do recinto da igreja e das hospedarias ergue-se a Casa da Água, construída em 1770 a que se acede por uma escadaria e que tem como peça mais valiosa a belíssima fonte de tipo rocaille de mármore, em tipo berniniano.