Património Natural

Estação arqueológica da Lapa do Fumo

Esta estação arqueológica, classificada como Imóvel de Interesse Público pelo Decreto - lei 28/82, consiste numa gruta natural, formada durante o Jurássico médio (180-130 milhões de anos), disposta segundo um eixo Sudeste / Noroeste, com cerca de 70 m de comprimento, 6m de largura e 12m de altura, que foi alvo de ocupação humana ao longo de cerca de cinco mil anos. Denota no seu interior formações estalactíticas e estalagmíticas. A cavidade apresenta utilização ininterrupta desde o Neolítico médio e final (IV milénio a. C.) até finais da ocupação islâmica (século XII d. C.), referindo-se um dos primeiros níveis ocupacionais a um conjunto de tumulações acompanhadas por espólio que indiciava a cultura dolménica alentejana de feição megalítica, a qual estaria associada ao primeiro desenvolvimento das sociedades agro-pastoris. Na parte exterior da entrada, foi construída uma estrutura de cimento com porta de fechadura tripla, no sentido de salvaguardar o seu interior.

Gruta do Frade

Esta Gruta apresenta-se como uma das mais importantes da Serra da Arrábida, localizando-se numa unidade sedimentar datável do Jurássico médio, entre 180 e 160 milhões de anos. A Serra da Arrábida teve origem num fenómeno de inversão tectónica, resultante da compressão que aproximou a placa europeia à africana. As suas litologias consistem em sequências sedimentares carbonatadas, margosas e detríticas, de cronologia compreendida entre o Triássico e o Cretácico inferior (entre 250 e 130 milhões de anos), incluindo-se a Gruta do Frade na Unidade Sedimentar Calcária.

Apresenta 40 m de largura máxima por 340 m de comprimento linear máximo, possuindo uma forma longa e disposição horizontal. A sua composição inclui uma antiga sala, a entrada, exposta por acção da erosão da arriba, desenvolvendo-se todo o interior numa zona freática. Em torno do corpo principal, existe um complexo sistema de galerias e condutas, separadas por estrangulamentos materializados em mantos calcíticos. Até ao momento, foram identificadas e exploradas vinte e seis salas, incluindo alguns lagos e sifões de água salobra, cuja temperatura e salinidade médios são, respectivamente, 19ºC e 15g/l. Ao longo de toda a gruta, o ar é respirável, rondando a temperatura os 18, 8ºC com uma humidade relativa de 97%.

Jazida de superfície dos Lagosteiros

Localizada na parte superior da arriba que limita pelo lado Norte a Baía dos Lagosteiros, consiste numa importante jazida de icnofósseis, classificada como Monumento Natural pelo Decreto - lei 20/97 de 7 de Maio, que inclui dois trilhos de pegadas do Cretácico inferior. Em termos geológicos é a mais recente da região a incluir pegadas de dinossáurio, nomeadamente de um bípede. A jazida ter-se-á formado naturalmente há cerca de 130 - 120 milhões de anos, durante o Cretácico inferior, momento em que na Orla Meso-Cenozóica Ocidental Portuguesa, os terrenos seriam planos, alagadiços e pantanosos, tendo-se transformado nas rochas calcárias em que hoje observamos os negativos das pegadas dos dinossauros.

Os icnofósseis estão dispostos à superfície, numa camada de calcário castanho amarelado, inerente a um conjunto de estratos de rochas areníticas (areias consolidadas) datáveis do Cretácico inferior, materializada em 250 metros de espessura de sedimentos.

Jazida de superfície da Pedra da Mua

Esta jazida de superfície, classificada como Monumento Natural pelo Decreto - lei 20/97 de 7 de Maio, está localizada nas arribas do Cabo Espichel por baixo da Ermida da Memória e consiste numa jazida composta por lajes calcárias correspondentes a camadas inclinadas (36º a 40º para Norte), que incluem pistas de pegadas de dinossauros saurópodes, encontrando-se um dos trilhos ligado à lenda de N.ª Sr.ª da Pedra Mua, que alude às pegadas de uma mula gigante que teria transportado N.ª Sr.ª pela encosta acima e que teriam gravadas na rocha. A jazida teve origem num fenómeno de inversão tectónica, resultante da compressão que aproximou a placa europeia à africana, da qual surgiu a Serra da Arrábida. As suas litologias consistem em sequências sedimentares carbonatadas, margosas e detríticas, de cronologia compreendida entre o Triássico e o Cretácico inferior (entre 250 e 130 milhões), incluindo-se a jazida na Unidade Sedimentar Calcária, datada do Jurássico superior (entre 150 e 140 milhões de anos).

Pedreira do Avelino

Este imóvel classificado como Monumento Natural pelo Decreto n.º 20\97 de 7 de Maio, consiste numa pequena jazida em que foram identificadas pegadas de saurópodes, algumas retiradas por molde e depositadas na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. São igualmente visíveis trilhos deixados por herbívoros quadrúpedes do Jurássico superior numa área de cerca de 150 m2 de calcário compacto, com cerca de 60 cm de espessura, inclinada a 30º para Norte. 

As pegadas terão ficado impressas durante o Jurássico superior (140 - 130 milhões de anos), momento em que junto das lagoas prosperava a vegetação, mantendo-se acumulações de água, que atraíam dinossáurios herbívoros e carnívoros. Neste momento os sedimentos encontravam-se ainda dotados de alguma plasticidade mas já suficientemente consolidados, pelo que a pata do dinossauro, ao exercer um peso de 3 a 5 toneladas, deixou a sua marca impressa. Em cada uma delas encontra-se perfeitamente visível o rebordo saliente da lama sob a pressão da pata do animal.

Jazida de superfície da Boca do Chapim

Esta jazida, localizada perto do Cabo Espichel, a cerca de 100 m a Norte da Baía dos Lagosteiros, foi referenciada em trabalhos de prospecção, em que foram identificados dois restos de dentes de um dinossauro carnívoro, três dentes de saurópode, bem como dentes, vértebras caudais e a extremidade distal de um fémur direito de um ornitópode. A jazida terá sido formada de modo natural há cerca de 130 - 120 milhões de anos, durante o Cretácico inferior, momento em que, na Orla Meco - Cenozóico Ocidental portuguesa, os terrenos seriam planos, alagadiços e pantanosos, tendo-se transformado nas rochas calcárias em que hoje observamos os vestígios osteológicos fossilizados dos dinossauros.

Gruta do Zambujal

Comporta um extenso complexo geológico de galerias e passagens, emergindo várias formações litoquímicas como estalactites e bandeiras de formas raras, como as asas-de-borboleta ou as argolas. Acolhe também uma importante colónia de morcegos.
A entrada encontra-se obstruída por grandes blocos soltos, consequência da laboração da antiga pedreira. Tem uma extensão de 108,50 metros e uma altura máxima de 33 metros, desenvolvendo-se ao longo de um corredor principal.
Foi classificada como Monumento Natural pelo Decreto-lei n.º 149/79 de 21 de Maio.
Não visitável

Lagoa de Albufeira

A Lagoa de Albufeira integra desde 1987 a Reserva Ecológica Nacional (decreto-lei n.º 230/87 de 11 de Junho). As águas calmas e os ventos favoráveis oferecem condições excelentes para a prática de vela, windsurf e kitesurf. É também um local perfeito para passeios pedestres, canoagem e observação aves. A Lagoa-mar é bastante frequentada por praticantes de surf e bodyboard enquanto que a Lagoa interior é procurada sobretudo por famílias com crianças, devido às águas calmas. Conta com um Centro de Interpretação, situado na Lagoa Pequena.