Depois de alguns anos sem qualquer função, em que muitas das estruturas se foram degradando, o edifício começou a ser recuperado em 2008.

No passado dia 25 de Abril, foi inaugurado o núcleo museológico da Moagem de Sampaio, na Freguesia do Castelo.
Com quase um século de história, até meados do século XX, a Moagem viveu um período próspero, com a farinha que produzia, a partir do trigo, milho e centeio, a abastecer padarias da região. Em 1948, a atividade chega a alargar-se à moagem e torrefação de café. Até à década de 70, os resultados foram sendo positivos, mas a partir da década de 80, contudo, a produção começa a decair e no início da década de 90 a Moagem de Sampaio, nome pelo qual ficou conhecida, acaba por cessar atividade. 
O edifício branco, de planta retangular, com portas e janelas vermelhas, manteve-se como uma marca dos tempos áureos da ruralidade no concelho e da sua evolução industrial e tecnológica, acabando por ser adquirido pela Câmara Municipal de Sesimbra. Depois de alguns anos sem qualquer função, em que muitas das estruturas se foram degradando, começou a ser recuperado em 2008.
Os trabalhos rondaram os 160 mil euros, comparticipados em 60 por cento pelo Programa de Desenvolvimento Rural, ao abrigo de uma candidatura apresentada pela Câmara Municipal à Associação para o Desenvolvimento Rural da Península de Setúbal, e incluíram a substituição da estrutura da cobertura e do primeiro piso, a colocação de novo soalho, o isolamento térmico e acústico, a reparação da alvenaria, a instalação das redes de águas, saneamento, eletricidade e iluminação e a implementação dos suportes museográficos. 
O projeto, que também envolveu a comunidade, permitiu aproveitar a maioria dos equipamentos e mecanismos originais e reintegrar na estrutura o primeiro motor da moagem, que tinha estado vários anos ao ar livre, na Escola Secundária de Sampaio. 

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© Fotografias de Mário Gomes